quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

INCERTEZAS


Me pergunto em que momento as coisas mudaram? Se foi durante o dia, ou se foi ao anoitecer, se foi enquanto fazia sol ou se foi durante a tempestade, se foi em meio a palavras ou durante meu silêncio...
As escolhas que fiz, os amigos que amei, os momentos em que chorei nada me da uma resposta, nada faz com que este clima estranho faça algum sentido. Às vezes chove e de repente é verão, um dia as flores nascem e de repente elas caem. Como pode o asfalto estar molhado quando olho para o chão... Como posso não ver se tudo esta tão claro?
Algumas pessoas podem dizer que o tempo corre, eu digo o tempo não existe, eu digo que as coisas parecem estranhas e quando olho em volta vejo as pessoas caminhando e não entendo o sentido,não entendo como elas podem se importar e ao mesmo tempo não, como pode um dia que um desses estranhos se torne realmente parte do meu mundo quando sua existência já era real. Mas não era real para mim e como pode que a mesma pessoa que um dia se tornou real se torne de repente um completo estranho a ponto de você não conseguir reconhecer seu rosto, não ter o que falar pedir as horas e apenas esperar o tempo passar...
Tudo o que eu sou, tudo o que me propus a ser, as duvidas que deixei em mim, a consciência que eu não segui mas que ainda esta aqui, os momentos de indiferença que significavam apenas a minha dor, cada um faz parte de mim, mas e o sarcasmo? Minha identidade, minha verdade...
Eu não sei o que mudou, não vejo através de mim e isso me quebra, me leva até o alto apenas para que eu perceba que já não sei voar, que já não consigo chorar, que me sinto estranha por sentir falta daquilo que já não sinto falta. Então eu olho para trás e vejo que bons momentos duram mesmo depois da eternidade e é apenas porque o tempo realmente não existe, eles ainda estão aqui, fazem parte de quem eu sou, estão na minha alma.
Mesmo que eu responda todas as questões, encontre o que falta e possa voar, ainda assim continuarei sem entender, ainda vou perguntar e me questionar do porque eu ainda sentir falta, por que eu não consigo concertar o meu sarcasmo, ele esta presente, mas não esta certo. Mesmo quando eu nego, mesmo quando digo não e não sinto dor, ainda assim existe dor, essa dor que eu não deixo sair, pois no momento em que ela se for então o tempo existirá...

Um comentário:

Anita disse...

Podemos nos desapegar...

Podemos nos humilhar (um pouco, pq não?)
Não dizem que se tem mais prazer em dar dq em receber?...

E que mal tem em deixar o tempo fazer parte de ti?